QUANDO O ESPIRITUAL DOMINA

 Por Manoel João

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” A espiritualidade pode ser definida como uma “propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio”. A espiritualidade pode ou não estar ligada a uma vivência religiosa. Denominamos espiritualidade tudo que se refere à natureza subjetiva do ser humano. Seu aspecto psíquico, não material, transcendente às concepções físico-energéticas, distanciado do causalismo fisiológico” !

Uma das palavras mais usadas nestes últimos tempos é a busca de uma maior espiritualidade, porque faz muita falta para o equilíbrio de nossa vida. Em termos psicológicos, quando se fala muito de uma coisa é porque não a possuímos e, portanto somos carentes do que falamos. Não sei se vocês vão concordar ou não com tal afirmação. Mas, o que posso dizer e afirmar, é que a espiritualidade e consequentemente a espiritualização, não é uma teoria que preenche o coração de ninguém. Espiritualidade e espiritualização individual, para que se torne algo pessoal e amado deve sair do papel e do campo das ideias e se fazer vida, ou seja, tornar-se uma prática. Somente quem vive olhando para o alto, não se deixando escravizar pelas coisas da terra, e pode lentamente tornar-se uma pessoa espiritual. Devemos evitar o espiritualismo que nos impede de compreender que a ação é o caminho certo de toda forma de espiritualidade. A busca da espiritualidade deve nos ajudar a ser cada vez mais livres e senhores dos nossos instintos.

Se visitar uma livraria, você fica espantado em ver tantos livros que são denominados de espiritual e espiritualidade, mas que na verdade não passam de pequenas e às vezes insignificantes orientações emocionais e psicológicas que não atingem o verdadeiro sentido da vida. Eu tenho todo e maior respeito para com todos estes autores que fazem um bem imenso aos que leem, mas, na grande maioria destes livros, ainda assim, falta um sentido maior, porque, penso eu, que não pode existir uma autêntica espiritualização, sem uma referência explícita a determinados valores fundamentais como a defesa da vida, da paz, dos direitos humanos, da ética, da moral!

Dai, alguém pode objetar dizendo: Ta Manoel, mas a moral rejeita muitas coisas, e o que existe por aí, são diversas imoralidades que em tese, são aceitas como perfeitamente normais e moralmente corretas!

No que eu respondo que não é intenção minha causar polemicas desnecessárias, mas que justamente por isso, por conta de valores distorcidos pelo nosso orgulho, pelo nosso egoismo, pelo nosso ego doentio, pela nossa cegueira mental, é que por vezes, o imoral é aceito como moralmente correto, o preconceito é aceito como norma, e o correto em muitos casos é aceito como errado!

A busca da espiritualidade não pode prejudicar a ninguém, mas deve nos ajudar a ser cada vez mais livres da matéria e senhores do nossos instintos, e consequentemente senhores de nós mesmos!. A verdadeira espiritualidade é fruto de uma luta corajosa, forte e acirrada, onde ficamos feridos, arranhados e sangrando, mas não desistimos jamais de lutar. Um dos textos que mais me ajudam como aprender a verdadeira e autêntica espiritualidade é a carta de Paulo aos Gálatas. Este pequeno trecho, me recorda a beleza da vocação individual, do chamado individual de cada um, de sua busca rumo ao caminho espiritual que devemos percorrer e que devemos sempre ter presente na vida: “Fostes chamados para a liberdade. Somente quem busca a autêntica liberdade se aventura no caminho espiritual.”

Quando me refiro a vocação, não me refiro a vocação de ser padre ou freira, ou pastor ou o que quer que seja no sentido de ministério dentro de um templo. Mas quando digo vocação, é no sentido de buscas internas, é o conhece-te a tí mesmo! É buscar qual sua vocação profissional, sua vocação pessoal, seus caminhos de libertação de sí mesmo e consequentemente felicidade em suas esferas de vida! Assim repito: “Fostes chamados para a liberdade. Somente quem busca a autêntica liberdade se aventura no caminho espiritual.”

Liberdade não é o que se entende como normalmente se diz no dia a dia. Muito se diz, que ser livre é quem faz o que quer e como bem entende. Há muitos autores que dizem: “Tenho o direito de ser feliz e de buscar a minha felicidade e realização, portanto até que não encontre vou buscando, não importa se isto me faz romper os laços da família, do amor, dos compromissos do matrimônio ou do relacionamento familiar, o que vale é a minha felicidade.” Novamente, eu respeito cada autor de autoajuda, Mas discordo de tal afirmação, pois na verdade nunca seremos felizes se nos deixarmos dominar pelo egoísmo que está em nós.

A liberdade é um sonho duro a ser conquistado e que vai exigindo muito de nós. Esta liberdade nos leva à verdadeira espiritualidade do amor. Quanto mais reflito sobre o amor, eu percebo que menos sei dele, e, no entanto me parece que com os anos que vão chegando, ainda assim eu o compreendo mais. Talvez, porque a memória dos fracassos que tive, fracassos esses por conta de ações ou omissões minhas, me faz ver em outra perspectiva o mesmo amor que devo conquistar. Perceber a necessidade do amor para viver uma dimensão de vida que não pode ser espiritualização superficial, mas sim espiritualidade e espiritualização autêntica e vital.

O caminho da verdadeira espiritualidade é um processo de libertação interior onde tudo está debaixo do poder da nossa liberdade. Liberdade essa, que após o entendimento de nós mesmos, mostrará a nós mesmos, que nada mais poderá nos impedir de sermos livres no nosso agir. E seremos livres e libertos, justamente porque saberemos agir! Na espiritualidade então percebemos que é necessário superar as ideologias mágicas que não realizam nada em nós, ideologias estas, que na grande maior parte, são feitas somente pelo intuito de receber de graça e nada mais fazermos. São espiritualidades vazias e sem fundamento. É preciso que o que consideramos Eterno, Divino, Superior, o Deus de nossos corações, encontre em nós uma resposta e se faça carne. Deus nos dá um espaço de tempo na carne, para viver a nossa espiritualidade e é neste espaço de vida que somos chamados a realizar o seu projeto de amor divino. Somos co criadores com Deus. E se não acordarmos o verdadeiro divino e buscarmos a nossa verdadeira vocação, não vai ter caminho nenhum que vai nos levar à iluminação. É aqui e agora que a nossa vida deve se realizar. Na conquista, no dia a dia duro e difícil do nosso carregar a cruz, e na luta sem trégua contra o mal que está dentro e fora de nós.

Manoel João – terapeuta Floral – Psicoterapeuta Holístico – Musicoterapeuta

 

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